quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Palavras de Saramago - A caverna

Palavras de Saramago

A caverna


É bem verdade que nem a juventude sabe o que pode, nem a velhice pode o que sabe.


A vida é assim mesmo, está cheia de palavras que não valem a pena, ou que valeram e já não valem, cada uma que ainda formos dizendo tirará o lugar a outra mais merecedora, que o seria não tanto por si mesma, mas pelas consequências de tê-la dito.


Comparando com a velocidade instantânea do pensamento, que segue em linha reta até quando parece ter perdido o norte, cremo-lo porque não percebemos que ele, ao correr numa direção, está a avançar em todas as direções, comparando, dizíamos, a pobre da palavra está sempre a precisar de pedir licença a um pé para fazer andar o outro, e mesmo assim tropeça constantemente, dúvida, entretém-se a dar voltas a um adjectivo, a ou um tempo verbal que lhe surgiu sem se fazer anunciar pelo sujeito [...]


Os dias são todos iguais, as horas é que não, quando os dias chegam ao fim tem sempre as suas vinte e quatro horas completas, mesmo quando elas não tiveram nada dentro [...]


 [...] a véspera é o que trazemos a cada dia que vamos vivendo, a vida é acarretar vésperas como quem acarreta pedras, quando já não podemos com a carga acabou-se a transportação, o ultimo dia é o único que não se pode chamar de véspera [...]


[...] em assunto do coração e do sentir, sempre o demasiado foi melhor que o diminuído.


[...] o mundo é assim mesmo, que as mentiras são muitas e as verdades nenhumas, ou alguma, sim, deverá andar por aí, mas em mudança contínua, não só não nos dá tempo para pensarmos nela enquanto verdade possível, como ainda teremos primeiro de averiguar se não se tratará de uma mentira provável.


Faço o que posso, percebo que há coisas que estão a fugir-me das mãos e outras que ameaçam fazê-lo, o meu problema é distinguir entre aquelas por que ainda vale a pena lutar e aquelas que devem ser deixadas ir sem pena. Ou com pena. A pena pior não é a que se sente no momento, é a que se vai sentir depois quando já não houver remédio. Diz-se que o tempo tudo cura. Não vivemos o bastante para lhe tirar prova disso.


Os momentos não chegam nunca tarde nem cedo, chegam à hora deles, não à nossa, não temos de agradecer-lhes as coincidências, quando ocorram, entre os que tinham para propor e o que nós necessitávamos.


Com apreciável e tranquilizadora unanimidade sobre o significado da palavra, os dicionários definem como ridículo tudo quanto se mostre digno de riso e zombaria, tudo o que mereça escárnio, tudo o que seja irrisório, tudo o que se preste ao cômico. Para os dicionários, a circunstância parece não existir, se bem que, obrigatoriamente chamados a explicar em que consiste, lhe chamem estado ou particularidade que acompanha um facto, o que, entre parêntesis, claramente nos aconselha a não separar dos factos as suas circunstâncias e a não os julgar a eles sem as ponderar a elas.


Há coisas que são tanto aquilo que são, que não precisam que as expliquemos.


A gente habitua-se. Sim, ouvimos dizer muitas vezes, ou dizemo-lo nós próprios, A gente habitua-se, dizemo-lo, ou dizem-no, com uma serenidade que parece autêntica, porque realmente não existe, ou ainda não se descobriu, outro modo de deitar cá para fora com a dignidade possível às nossas resignações, o que ninguém pergunta é à custa de quê de se  habitua a gente.


[...] quem sabe á espera de que a rotação do mundo voltasse a pôr todas as coisas nos seus lugares, sem esquecer algumas que até agora ainda não conseguiram encontrar sítio. 


Dizem os entendidos que viajar é importantíssimo para a formação do espírito, no entanto não é preciso ser-se uma luminária do intelecto para perceber que os espíritos, por muito viajeiros que sejam, precisam de voltar de vez em quando a casa porque só nela é que conseguem ganhar e conservar uma ideia passavelmente satisfatória acerca de si mesmos.


Conheço essas lágrimas que não caem e se consomem nos olhos, conheço essa dor feliz, essa espécie de felicidade dolorosa, esse ser e não ser, esse ter e não ter, esse querer e não poder. 


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

It is interesting to think that the salience and centrality of one’s racial/ethnic identity is built in relation to the other groups. Minority groups usually have to deal in their lives with many more situations that are clearly related to their skin color or ethnicity. Because of this, individuals from minorities groups end up having a racial/ethnic identity more salient than people who do not have to think about this is issue frequently. Still, it seems important to me that the awareness that people are judged by their skin color or ethnicity must go beyond the groups that are submitted to these situations. In this sense, I agree that the costs of racism exist also for white people. I believe that being in contact, interacting with different people increase our awareness of people different from us, but also and mainly about ourselves. In my experience, having to deal with my cultural values, and even my ethnic identification made me become much more aware that people can experience different things and hold different values and still it does not mean that they are wrong because they differ from me. Beyond that, being exposed to different positions related to my ethnicity and skin color constantly makes me think about how I identify myself and how this is related to the attitudes and behaviors I assume in my life.  
I believe that have to build an identity that was not part of your life is a big challenge. I personally think that it is a difficult and sometimes tiring task. At this moment in my life being in a position of discovering new values, norms, and ways to behave in a new context is complex especially because many times I catch myself unaware of how to behave and how the values I hold impact it. Sometimes it is needed to be pointed out by others so I can realize that I’m “more Brazilian” than I thought of. This happened to me couple times. I guess I just haven’t realized how “Brazilian I was” in the North American context. This made me try to be more careful about my behaviors, since I don’t want to offend anyone. Reflecting on this issues make me think of the centrality and salience that being Brazilian and Latina have in my life here, and how I have to learn how to deal with it. It is important to say, however, that I think that this process of building identities is not monolithic; being through this process in different contexts have many nuances for different groups, in different circumstances, and in different stages in life.
In my opinion, one of the biggest challenges in the process of development of an identity that in not part on the mainstream society is learn how to “switch repertoires” and behave in a certain way that conform to others’ values, but at the same time do not confront your own values. This is a tough task that demands the development of some strategies to face this situation of double standard of values and behaviors. This kind of situation may bring up ambiguous feelings like you have no place; you don’t belong to anywhere. Although I believe that this is part of the process of my identity development right now, it is difficult to me to get a position about anything without bringing up all my experiences and background and sometimes try to relate the new experiences to the past ones. This sometimes let me feeling as my experiences make no sense to the other people, since it is not easy to contextualize and to explain or expose it in a way that I feel fully contemplated.  
 Overall, I think that we are only able to actually do something, either in an individual level or a social level, if we recognize that the problem of racism and prejudice involve many silent mechanisms that are hard to fight and recognize. Of course we can change many things from our personal position, and we do have huge responsibilities in stopping the cycle of racism and prejudice and acting pro equal opportunities and treatments; feeling guilty may be a process of getting aware of the society racism and prejudice but should not block people in acting and critically thinking of the reasons they feel guilty and in the broader process of racism and prejudice. I feel that many people get stuck in this position and try to “compensate” minorities somehow. One of the most important things, in my opinion, is to be able to assume that sometimes we do not know what is better for others. I believe that imposing our way of life, not thinking outside of the box, is one form of oppression that is hard to be aware of and it reflects our lack of ability to understand others point of view. We have to take in consideration what people have been through and what they think about their condition. In this sense, it is crucial to have a healthy dialogue about race and ethnicity to promote situations that enable people to think critically about themselves and others in relation to their racial/ethnic identity, as well as to acknowledge the history, dynamics, and mechanisms of prejudice and oppression present in the society.  



quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O tempo e o pensamento


É claro que associar a temperatura de um país à sua personalidade é uma tentativa frustrada uma vez que se aproxima de um determinismo cultural amplamente negado no século XXI, podendo, se dito por bocas erradas, chegar a conclusões absurdas como associar características físicas a um possível comportamento criminoso. Mas sobre o clima e o comportamento, apesar de nunca ter visto nenhum estudo sobre o assunto, posso dizer que a experiência corporal do frio e do calor associada a personalidade é amplamente percebida pelo indivíduo, e talvez até difundida em algumas mesas de bares. E observem que estou em um dos países europeus mais próximo dos trópicos, portanto, mais quente que os países do norte, e enquanto aqui bato os beiços em temperaturas de 10º C e dias chuvosos, especulá-se que lá pelas bandas do norte já fazem temperaturas negativas e algures já nevam.
Daí a iniciativa de falar através do corpo, com medo de fazer generalizações lombrosianas, mas tenho que confessar que nestes dias frios, que nunca acabam, tenho me sentido bem dentro de casa com meu conjunto de moletom cinza, ou em bibliotecas aquecidas e cadeiras confortáveis, e posso  passar dias, meses, assim sem me incomodar, sem sentir vontade de pular da cama  e sair de casa que o calor de 33º C te faz pois o suor não pára de escorrer e pedir vento e água, sem que sinta falta de tomar uma cerveja estupidamente gelada com os amigos ou inimigos, que seja, desde que se possa refrescar a garganta. Passar dias em casa, isolado, pode moldar uma personalidade (sem fazer hierarquias).
Talvez por isso Heidegger possua um grau de abstração inimaginável. E não importa se eu escolher passar minha vida inteira por lá, é uma questão de habitus que vai além de minha geração. Mas uma coisa posso garantir, se as pessoas gostam tanto do frio como dizem não haveria necessidade de aquecedores. O que me deixa fula da vida, é quando me perguntam se estou gostando do frio, e eu respondo que frio é bom por uma semana, mas depois o calor deve se restabelecer, depois de meses em que o frio não passa os ossos passam a doer, o frio entranha em cada verme do seu corpo, a unha do seu dedinho pede calor. E uma coisa eu repito, se o frio fosse tão bom como costumam dizer, as pessoas não ficariam em casa perto de seus aquecedores, elas estariam nos parques batendo os beiços ao invés de bibliotecas aquecidas estudando.  



sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Redescobrindo-me


Nada, nem ninguém que conheci em minha humilde e extravagante existência passou despercebido. Mesmo as pessoas com quem convivi apenas um dia, se tinham algo interessante a me dizer, posso dizer que aprendi, tirei leite de pedras, por isso algumas pessoas as vezes me encontram calada, com cara de desconfiada pelas beiradas, mas na verdade estava ouvindo e analisando tudo o que diziam, mesmo que fosse para discernir o que presta e o que não presta. Talvez eu tenha amadurecido muito devagar, e as vezes, em outros aspectos muito rápido. Quando viajei para bolívia conheci um peruano em uma noite suja, e foi assim que aprendi a falar espanhol, a ele confessei minha angústia em achar que a vida se resumiria simplesmente em casar e ter filhos, se existíamos somente para isso, e mesmo que em cada dia de minha vida eu me afastasse dessa realidade em ser apenas mais um na multidão, o mundo me puxava de volta e me dizia, 'sim, apenas mais um na multidão'.
Quando somos jovens (e ainda me considero jovem, ok, mas não tão jovem quanto quando me fazia aquela pergunta aos 21 anos) temos mania de grandeza. Até que nesta mesma época, um amigo me disse sobre um poeta que não me recordo o nome, nem sei se foi citado, mas a essência do poema dizia: quando jovem queria mudar o mundo, mas percebi que era muito difícil mudar o mundo, então queria mudar meu país, depois minha cidade, meu bairro, minha família, até que descobri que se tivesse mudado a mim teria mudado minha família, e depois meu bairro e assim por diante. Eu ainda era muito nova para perceber o significado daquilo, não que eu não me visse em constante transformação, mas o desejo de mudar o mundo ainda era latente. Hoje sou capaz de compreender melhor o que ele queria me dizer. A beira de completar apenas 28 anos, ainda me sinto tão jovem, mas mudei. Aprendi com ele também, que a motivação da vida está nas realizações de pequenos projetos, e a cada pequeno projeto damos passo a mais uma nova realização, uma conquista diária, seja qual for seu projeto pessoal, casar e ter filhos, lutar por direitos humanos em seu país, ter o diploma de PhD, são conquistas diárias, e que devem sempre se renovar, um acaba e outro recomeça. E é o que motiva hoje em dia, pequenas realizações diárias. E assim pude perceber que as vezes as portas ainda não se abriram simplesmente porque esqueci de bater.

Desculpem o poste demasiadamente pessoal e sentimental, mas a semana do aniversário sempre mexe com a gente.   

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Redescobrindo o Mundo


São tantas coisas que as vezes me esqueço de escrever sobre tudo que estou a viver e sentir por aqui.

Das pessoas maravilhosas pelo mundo: eu tenho um teoria (aliás, várias, já até inventei a máquina do tempo, rs), para cada gente chata no mundo existem 3 gente boa. Se apegue a estas, as outras, esqueça. Por aqui há muitos brasileiros, o governo Dilma está espalhando bolsas aos montes, e é claro, pela facilidade da língua, Portugal é um país visado. e pela primeira vez na vida consegui entender porque os brasileiros podem ser tão exóticos aos olhos dos estrangeiros. Agora também entendo porque os portugueses estão familiarizados com nosso idioma, que não é só por causa das novelas que assistem por aqui, mas também porque muitas das traduções de livros para português são de edições brasileiras, e de filmes também. Na aula um professor citou Machado de Assis, ‘O Alienista’, as vezes acho que o Brasil é o filho prodígio de sua nação, um país com uma diversidade musical, de literatura e misturas que não há em outro lugar do mundo, etc, etc, etc. mistura é a palavra que o mundo grita em contraposição à nacionalismos estúpidos, mistura é a palavra que as pessoas ‘gente boa’ gritam em oposição à um mundo de crise e protecionista, mistura é a palavra que se grita quando se depara com imperialismos falidos. A gente não sabe disso porque já somos mestiços por ‘natureza’ e é essa mescla que tanto provoca admiração dos outros, e que faz com que sejamos diversos não só na cor, mas também na música, literatura, etc, etc, etc. sempre aceitamos o diferente como um de nós. A América (EUA) é o mundo, só que as vezes não. Cada dia mais vejo pessoas querendo saber o que ocorre na periferia, e não são pessoas da minha geração (não que eu seja velha) mas são pessoas um pouco mais novas, e fico feliz quando vejo o mundo querendo se misturar, é uma diplomacia global. quando essas pessoas chegarem ao poder, talvez o mundo seja um pouco melhor.
Não é que não goste de brasileiros, mas aqui, prefiro andar com os outros, aprender mais sobre novas culturas. Misturar. Daí conheci pessoas maravilhosas, dispostas a aprender mais sobre o mundo do que reafirmar valores de sua própria cultura, situação muito diferente da qual encontrei quando viajei para Bolívia e Peru 5 anos atrás.
Minhas aulas começaram na segunda, e na segunda também comecei a trabalhar na cantina da universidade, ganho em refeições, mas posso vender os tickts. O trabalho é duro, sinistro, mas ninguém disse que seria fácil certo. A verdade é que no final daquela segunda, depois de ter trabalhado das 8h da manhã até as 15h e ter aulas das 17h às 19:30, sentir meu corpo dolorido e exaustão, a única coisa que eu pude pensar foi o quanto estou feliz em estar aqui, o quanto estou feliz pela minha decisão de começar de novo aqui. De poder conhecer pessoas maravilhosas, em estar estudando o que eu gosto e quero, o quanto tenho aprendido sobre o mundo conhecendo pessoas.

Não me arrependo nem por um segundo.  


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Big brother is watching you

Para tentar me apropriar um pouquinho do blog tb, aqui vai meu primeiro post depois de quase dois meses aqui na Carolina do Norte, vao algumas primeiras impressoes, que jah nao sao mais tao primeiras assim... rs!!Apenas para esclarecer, eu ainda nao consegui colocar acentos neste teclado, entao vai sem til, cedilha, etc etc... uso o H para indicar acento agudo!

Bem, aqui estou eu do lado de cah, enquanto Camilita do lado de lah... jah se vao quase dois meses e uma retrospectiva de tantas emocoes vividas seria exaustiva, rsrs, entao tentarei sumarizar algumas coisitas...

Basicamente as primeiras semanas foram de adaptacao, na tentativa de montar um cafofo decente no qual eu pudesse receber todos os meus queridos amigos q virao me visitar :D
Alem da correria para ajeitar toda a burocracia necessaria qnd se esta "imigrando" por um tempo para um outro pais, especialmente se falando em Estados Unidos... assim, compra cama, lencol, escrivaninha, sobe  com tudo pelas escadas, monta moveis, tira carteira de motorista, compra carro, um caos, mas mto prazeroso ver td se ajeitando e poder dizer q estou instalada e muito bem instalada no meu cafofinha! Claro que nao posso deixar de mencionar que nada disso estaria e seria assim sem a ajuda da minha querida mamis que veio passar as duas primeiras semanas do caos aqui comigo!!! Nem preciso dizer que ela parecinha uma menininha feliz diante de tanta coisa diferente... na primeira ida a universidade diria que mto mais parecia ela q ia estudar lah do que eu... tirava foto de cada cantinho, numa felicidade soh :)))

Passadas as intalacoes, inicio de aulas, mtass orientacoes e ainda burocracias... aqui vc "nao existe" se nao tiver o total do Social Security Number, logo fui atras do meu, que  normalmente demoraria duas semanas para chegar... mas eh claro, que como na minha vida td tem sempre que ser com mta emocao, o meu deu problema e nao chegou, a universidade me escreve dizendo que se nao fornecesse o SSN, a minha bolsa de auxilio seria cancelada, desesperei e fui tentar entener what the hell was going on... chegando no office, descobri que basicamente todo o problema girava em torno do meu nome... o caso eh que por ele ser grande demais nao cabia no formulario e eles nao conseguiam bater meu nome com o do passaporte... enfim, alguem sabe me dizer porque brasileiro adooora colocar um monte nome??? Provalvente isso advem de costumes Portugueses!! Enfim, depois de quase um mes, problema resolvido e eu enfim existo nos States!!!!

Uma coisa que tem me abismado mto por aqui eh a fiscalizacao e seguranca, a impressao que tenho as vezes eh que estou no livro de George Orwel - 1984... a policia parece estar em todo lugar, se ha algo suspeito cerca da universidade recebemos alerta por email... as coisas aqui fecham as 2hrs da manha, e como em mtos lugares da Europa nao se pode beber em via publica! Nao se faz nada sem carro... ja que carro eh mto barato, todo mundo tem, mas qnd eu digo todo mundo, eh todo mundo messmoo... logo o transporte publico eh precario! Alem disso, toda vez que se compra bebida tem q se apresentar a ID, mas o pior eh que me parece que eles anotam o numero... sera qe eles controlam o qnt se bebe? oO

Mas mudando de assunto, outra coisa que me impressionou eh que nao se consegue comprar nada de tamanho "pequeno"... td vem em pacotes megas! Se eu quero comprar soh um chocolatinho, um suco pequeno... eh uma dificuldade agora entendo pq estao querendo proibir a venda de bebidas grandes em NY, rsrsrs!!! Nas minhas aventurancas por aqui, conversando com um e com outro, descobri que nao ha nada que nao se possa encontrar por aqui... o q de fato tem se mostrado verdade... nessa semana fui a um supermercado e comprei carambola - star fruit (especialmente para vc Camila), farinha de mandioca, mandioca, leite condensado (e a moca se chama la lechera) e pao de queijo, quer mais ou ta bom? Ta, nada genuinamente brasileiro, escrito em bom portugues, mas nao se nota!!! Amanha tem jantar do departamento e vou levar pao de queijo e brigadeiro!! Nao preciso nem dizer que comi metade do brigadeiro enquanto enrolava, rsrsrs!! Aqui vao algumas fotinhos!!

 La lechera


Star fruit

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Redescobrindo Portugal II


Ok galera, eu sei que tô devendo muitos textos e informações à vocês, mas é que me tem faltado inspiração e ôdío meus textos sem inspiração, ficam sacal por demais. Acho que encontrei uma ponta de algo por aqui, vamos tentar.
Já é outono e o tempo mudou de forma impressionante, não tô acostumada com isso, nublou e muito vento, daí me lembro das aulas de geografia e de como é o clima temperado com estações bem definidas. Muito diferente de Vitória em seus constantes 30º C.

Das coisas brasileiras que vi por aqui: certamente a “semelhança” da língua ajuda, semelhança porque é claro que uma língua sofre transformações ao longo do tempo, e nós, com nossos diferentes sotaques sabemos muito bem disso. Mas não é só isso, pois se fosse, teríamos muitas coisas portuguesas no brasil, o que não ocorre. Mas já na estação de trem vi Juliana Paes estampada em uma capa de revista, que contava não só sobre “Gabriela” como também sobre sua vida pessoal. (um húngaro, que por acaso também assiste novelas brasileiras,  me disse que eu parecia com ela, hauhauhauhauaha, chupa essa manga Juliana). E mais tarde um gajo lendo a revista em quadrinhos de maurício de Sousa ‘turma da mônica’. De alguns portugueses que conheci aqui e outros argentinos, Jorge Amado é um nome conhecido, e estou a ler “capitães de Areia” e já o prometi a diversas pessoas... quero só ver se eles me cobrarem. Fora é claro todas as músicas brasileiras, incluindo michel teló, mundialmente famoso por ‘ai se eu te pego’, com tradução em diversas línguas, e que se fez presente no almoço/janta com brasileiros, turcos, húngaros, alemães e argentinos (acho que não tô esquecendo nenhuma nacionalidade). Ei você intelectual de esquerda, não tenho vergonha de ser da terra de teló, acho engraçado, e se pedir sambo e danço até o chão.... pronto falei!

Das coisas portuguesas que vejo por aí: o que não pude deixar de notar foram as “pedras portuguesas” (por aqui eles não chamam assim) que cobrem o chão por toda parte, alguns nomes em comum, principalmente nas terras cariocas (sede da coroa português e que com certeza conserva muita influencia), como ‘lapa’ (que eu ainda não descobri o que é), e outros como largo (praça para os leigos, rs), e os arcos como aqueduto, (arcos da lapa).
Tive uma conversa bêbada e de boteco com um ‘autêntico’ português e descobri que o que se pensa ser uma ausência de identidade na verdade é uma identidade fortíssima. Em um papo de filosofia de boteco, nem tão infundado assim, entendi a luta pela formação de um território-nação e ao mesmo tempo a incorporação de outras culturas (mouras, celtas, espanhóis e romanos) como base da formação do país, e a tentativa deles de se fazer entender (seja em língua indígena ou árabe) e que até hoje por aqui se preserva e que também herdamos e nos vangloriamos tanto, talvez por isso eles me entendam bem melhor quando falo ‘meu-nosso’ português, e o contrário não ocorre. Sinto-me em dívida com isso juro.
 Pela primeira vez não me arrependi de ter lido Raymundo Faoro, tô é arrependida de não ter trazido aquela bíblia de livro de 650 páginas escritas em linguagem de advogado (saravá). Mas “os donos do poder” é um ótimo livro para entender a história de Portugal e brasil.

Ai cansei, são tantas semelhanças e desavenças, rancores e passados inglórios que se me aprofundar mais no assunto vou virar mais historiadora do que antropóloga, rs. Mas ainda há muito a ser dito sobre as terras de Cabral. Além é claro que os pastéis de Belém são deliciosíssimos...

rua do jardim botâncio (Rio de Janeiro?)

Arcos (da lapa?)

Favela?

sem comentários

a praxe

almoço/jantar internacional

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Redescobrindo Portugal


Quando pensei em escrever sobre minha viagem para Portugal, pensei em um título como, Colonizando os colonizadores, mas depois de alguns dias aqui achei mais adequado Redescobrindo Portugal, pois o que pude observar é que eles sabem muito mais sobre nós do que nós deles, se alguém me diz que é alemão consigo perceber nesta pessoa um típico alemão, e assim com os franceses, espanhóis, italianos, ingleses. Mas quem são os Portugueses? A verdade é que ainda não sei.
Esqueça tudo que te disseram que são taciturnos e antipáticos. Seja simpático e receberás simpatia. Desde que cheguei aqui todos me responderam de forma terna e amistosa, logo percebem que sou brasileira e falam devagar para que eu possa compreender tudo e me explicam com uma riqueza de detalhes e só se dão por satisfeitos quando percebem que compreendi muito bem. E gente escrota tem em todo lugar do mundo, inclusive no Brasil.
Bem, recapitulando. Saí de Vitória-ES, Brasil, às 13 e 20 para o Galeão-R J, de lá peguei o voo as 19h para Madri, e estava tão cansada que logo já dormia, acordei para o jantar e logo voltei a dormir. O aeroporto de Madri é GIGANTE, tem que pegar um metrô para ir de um portão à outro, e entre o primeiro e o ultimo portão daquela parada são 40 minutos de caminhada. 1 hora de voo até Porto, metrô do aeroporto até a estação de trem, depois mais uma hora de Porto até Coimbra (13 euros é a mais barata, tem mais cara), taxi até o hostel (5 euros).No hostel, como era de se esperar, muitos brasileiros, e pasmem, 3 capixabas.
Daí começou a saga para achar um quarto para alugar, um calor de 35º umidade do ar baixíssima e nenhum vento. Ok, já passou. Achei um quartinho e agora estou a morar com uma portuguesa, que é a melhor pessoas que eu poderia encontrar em todo mundo, um achado sem igual e uma sorte absurda, como tudo que tem acontecido comigo por aqui, e um espanhol que acabou de chegar, parece muito simpático e prestativo, muito fofo.

No próximo poste, discurso sobre o novo acordo ortográfico, que tive que concordar, favorece o Brasil, estaríamos nos tornando um país imperialista? rs

Galera, vou ficar devendo as fotos da cidade porque a bateria da máquina tinha acabado e na loucura de viver em hostel nem quis mexer em minha mala para procurar carregado. Sorry.
Seguem as fotos de meu quarto e da cozinha.




sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

As piazzas de Roma

Para falar rapidamente de Roma (o que a gente lembra agora) no primeiro dia de passeio fomos ao Coliseu, que é maravilhoso, ao sítio arqueológico que fica do lado... nisso gastamos quase um dia inteiro, depois comemos uma boa massa, claro! Chegamos sem querer na Fontana de Trevis, jogamos uma moedinha fazendo pedidos, afinal não custa nada... só a moedinha mesmo, hahaha! No outro dia como boas católicas (rs) fomos a praça do vaticano, a basílica de São Pedro, onde os papas ficam enterrados e dizem que o apóstolo Pedro também está enterrado lá! Depois mais uma vez comemos... massa para variar, nos empanturramos de sorvete, porquea tentação é grande, para todo lado tem uma sorveteria com váááários sabores! Depois Camila enfim comprou uma bota (ufa), voltamos andando por Roma, vimos as quatro fontes e mais umas coisas pelo caminho... só para explicar o nome do post, Roma tem zilhões de praças, tão incontáveis que a gente até se perde de quais a gente viu ou não, rsrs! Uma das praças mais bonitas é uma toda branca com um cavalo imenso que só conseguimos chegar perto no penúltimo dia porque fecha às 16 hrs e sempre passávamos lá depois desse horário, se não me engano chamava praça Victoria... um dos dias fomos a um Irish Pub, mas como era dia de semana fechou cedo, mas até que tinha gente... Camila para variar conseguiu pedir uma cerveja horrível, misturada com alguma coisa que parecia vinagre,coitada rsrs! No último dia comemos em um restaurante, tomamos uma garrafa de vinho, nos empolgamos, compramos mais uma garrafa e um pacote de pistache... sentamos em uma das praças, o pistache caiu todo no chão, mas segundo Camila não faz mal, porque ele tem uma casquinha para proteger... bem, ela estava certa, prova disso é que estamos vivas agora! Dois meninos brasileiros vieram pedir informação para a gente e perguntaram se éramos intercambistas, porque beber na praça é coisa de intercambista... aí eu pensei, 10 anos se passaram e continuamos nessa vida, hahaha!
Ah, a Camila achou a cerveja do Simpsons, a Duff e me fez tirar milhões de fotos com ela para provar que ela existe... resultado dessa confusão toda de vinho, cerveja e pistache... perdemos a hora e quase o trem... voltamos correndo para o Hostel pegar as malas e chegamos na estação de trem ainda bem alegres! O trem tinha cama, mas mais parecia um puleiro, ficamos em uma cabine com um chinês, uma menina de Gana e um marroquino, mais tarde entrou uma francesa, foi minimamente engraçado a comunicação! No outro dia de manhã chegamos em Paris... mas isso deixamos para o outro post!




Piazza Del Popolo


Fontana de Trevis






Coliseu e Sítio arqueológico


Vaticano



Croácia e suas estátuas

Depois de um bom tempinho sem atualizar, resolvemos que era hora, mesmo porque a viagem já está acabando... já que o último post só foi contando, aqui vai algumas fotos de Zagreb com nossos amigos que encontramos por lá, e porque a Camila acha que é uma estátua, rsrs! Depois vem mais post!









sábado, 22 de janeiro de 2011

Roma, + 6º e com chuva

nem parece que tem tanto tempo que a gente não escreve mas a minha mãe cobrou que eu atualizasse o blog, e praga de mãe pega. acabamos de chegar em roma, antes passamos por Budapeste, Eslováquia e Zagreb, Croácia. em budapeste visitamos o castel hill, algumas igrejas e monumentos, a noite demos uma volta pela cidade com um frances, dois mexicanos, uma brasileira que está fazendo intercâmbio em milão e uma portuguesa, bem legal. budapeste é uma cidade que venta bastante, e assim como a maioria das cidades que visitamos no leste europeu é banhada pelo rio danubio. achamos a estatua do filme "budapeste" (adaptação do livro homônimo de chico buarque) uma cidade muito bonita, até então a maior cidade que visitamos (no meu ponto de vista, para elisa talvez seja varsóvia), mas tem transito e outras agitações de cidade de grande. fomos para zagreb de trem pela parte da tarde, dormimos praticamente a viagem inteira, em zagreb, o hostel que a gente ficou é indescritível, praticamente self-serve, somente um quarto com 8 camas, eu dormi da beliche de cima e fiquei com medo da cama cair a noite, principalmente porque me mexo muito,mas ela não caiu não, o banheiro era frio e a ducha você tinha que segurar com a mão porque não tinha lugar para pendurar o chuveiro, mas as pessoas que estavam hospedadas lá pareceram bem legal, tinha um mexicano com cara de indonésio que ouviu a elisa tossir e comprou um gel para ela tomar, achei bem atencioso da parte dele, ele pareceu ser bem legal, vivia na austria estudando informática, mas como o visto dele ia expirar ele teve que sair da união européia para que seu tio desse um jeito com seu visto, austria não esta nos nossos planos, mas ele ofereceu casa pra ficar e tudo, rs, tipo coisa que brasileiro faz. o dono do hostel é irlandes, conversamos um pouco com ele e ele pareceu muito doido, já esteve no brasil e passou uns 5 dias em vitória, que segundo ele não lembra muito bem como foi porque estava constantemente bêbado, e ficou perguntando sobre o santo-dai-me e tal, uma figura. zagreb não tem muitos lugares para visitar, quer dizer, tem até bastante museu, o que dificultava até na hora de escolher um para visitar, decidimos desacelerar um pouco, não caminhamos muito pela cidade, preferimos turismo gastronômico, rs. viemos de trem para roma, estou impressionada como eu durmo nessas poltronas desconfortável. chegando em roma, uma pessoa que elisa conhece daqui foi nos buscar na estação e nos trouxe em uma pensão bem legal, um quarto com duas camas somente, banheiro privativo, tudo limpo, organizado e bonito. estamos no paraiso, e justo em uma das cidades mais caras não gastamos dinheiro com taxi, estou feliz da vida. em praga achamos 8 euros, no hostel de zegreb o cara deixou de cobrar 4 euros, acho que estamos com sorte por aqui apesar da chuva.
sobre roma, sem muito o que dizer, mas do caminho já deu pra perceber que é bem diferente, pessoas conversando e rindo no trem, coisa que eu nunca tinha visto no leste europeu, o transito confuso que nem no brasil, e outras coias mais que conto os detalhes assim que for descobrindo a cidade.
beijos beijos

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Budapeste é amarela?








se não for a gente deixa ela amarela



Bratislava



elisa: camila to esperando você fazer uma cara bonita
camila: hein, como, impossivel!! eu gosto assim







os sorrisos amarelos é porque a gente já esta cansada de ficar fazendo pose pra foto, hauhauhauahauhauhauh

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Praga; Bratislava - Retrospectiva

ei pessoal, para quem tem interesse em saber, meu dedo agora está 100%, um pouco feinho (feio), mas está melhor. temos que atualizar esse blog né, mas é que o tempo que temos livres queremos dormir e descansar. agora estamos em Budapeste, Hungria, chegamos as 14h, fizemos check-in e fomos dar uma volta na cidade, mas antes tenho que atualizá-los sobre o que rolou nos últimos dias.
Ah Praga, que cidade maravilhosa, o caminho do médico eu já sabia muito bem, e enquanto eu andava no 'tram' (uma espécie de bondinho que tem em todas as cidades que passamos) eu só conseguia pensar em Milan Kundera e a "Insustentável leveza do ser", com vontade de perguntar para as pessoas mais velhas (que aliás, por aqui são muito ativas) sobre como era o país durante a União Soviética (sovietic significa união em uma só ideologia). fiquei praticamente um dia e meio dormindo, por isso resolvemos estender nossa estadia por praga por mais um dia, o que valeu muito a pena. Acidade parece ser bem movimentada culturalmente, mas eu não falo tcheco, então... mas visitamos uma exposição sobre Modiglini, bem interessante
a moeda de praga é a coroa, 1 euro = 24 coroas, as coisas aqui são bem baratas, o que eu não imaginava.na Old Town tem uma tal de Charles Bridge, ponte construída lá pelo séc. XIV, por esse tal de rei Charles que construiu vários castelos e monumentos e fez da região da bohemia o centro da europa daquela época (ou algo parecido), e por falar em bohemia, a cerveja daqui é muito boa, elisa que o diga, porque eu só pude provar um pouco, antibióticos. na vila que esse tal de Charles construiu é muito lindo, de uma riqueza fascinante (calma que depois tem as fotos para provar). do lado da Charles Bridge tem uma casa noturna muito conhecida, em inglês, five floors, porque ela tem 5 andares. e meninas aquela boate é o paraíso na terra, a proporção é de 10 homens para cada mulher, nunca tinha visto isso na minha vida, principalmente em vitória, que a proporção é o contrário, dava para escolher altura, idade, cor, nacionalidade, etc. e com exceção dos brasileiros, todos muito educados, é triste ter que dizer isso mas é verdade. a festa estava tão boa que a gente chegou no hostal as 7 da manha (ainda escuro é claro), sendo que o check-out era as 10h e a gente ainda queria filar o café da manha, quer dizer, nem deu pra dormir, mas valeu a pena cada segundo, pra completar a noite, enquanto voltávamos de metô eu achei 200 coras no chão, o que equivale a mais ou menos 8 euros, ihe!!!garantimos uma refeição. fizemos o check-out, as 10h e o ônibus para Bratislava sairia as 15h, e eu e elisa na maior cara de pau dormimos na recepção do hostal, a elisa mais contida dormiu sentadinha e eu esparramada pelo sofá, mas eu num estava nem me importando, o cansaço era muito grande e em algumas horas nós estaríamos fora dali. pegamos o metrô até a estação de ônibus, vale ressaltar que em nenhum dia pagamos pelo 'tram' nem pelo metro, mas é que não tinha nenhum cobrador no meio do caminho, rs, a gente sabia que tinha que pagar em algum lugar, mas qualquer coisa eramos apenas turistas desentendidas, rs. no ultimo dia um espanhol que mora em praga a um mês disse que tivemos sorte em não sermos parada pela fiscalização, que todo mundo por lá paga e tal, dissemos que isso jamais funcionaria no brasil, e ele: 'en espanha tan poco', esse sangue latino.
enfim, de praga à bratislava foram 4h e 30min de viagem, e deu pra dormir mais um pouco. chegamos no hostal por volta das 20h, sem paciência para sair, cansadas, a elisa lavou roupa e eu fiquei na cama morgando.
no outro dia fomos comprar passagens para budapeste e depois uma volta pela cidade, que aliás, em 3h deu pra ver a cidade toda, é uma cidade pequena, e ao contrário do que pensávamos, bratislava não é uma cidade obscura, aliás e a cidade mais branca que já visitamos, e a unica cidade que estivemos que tinha sol, um sol que meio-dia estava me fazendo arrancar todos os casacos, po, esqueci meu biquíni, rs.
voltamos cedo para o hostal, por lá tem um bar no subsolo inspirado no filme do tarantino 'albergue', e tinha uma mesa de totó, a gente ficou jogando um pouco e depois descansamos. no outro dia (no caso, hoje) as 11h pegamos o ônibus para budapeste, 2h e 30min de viagem.
"eu pensei que budapeste fosse cinza, budapeste é amarela" chico buarque 'budapeste', é chico, eu também me enganei, pensei que budapeste fosse uma cidade pequena, mas é enorme, com direito a transito e tudo.


o tal do 'tram'


a cerveja boa


modigliani


Charles Bridge





Charles Castel


a tal da boate five floors